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NOTA OFICIAL DO CENTRO EMPRESARIAL DE ALEGRETE – CEA

NOTA OFICIAL DO CENTRO EMPRESARIAL DE ALEGRETE – CEA.

O Centro Empresarial de Alegrete, por seu Presidente Francisco Cesar Prado Pedroso, no uso das atribuições que lhe confere o Estatuto Social da Entidade, vem a público apresentar a presente declaração com o seguinte teor:

1.            O Centro Empresarial de Alegrete legítima entidade representativa da classe empreendedora do Município vem atuando incessantemente na defesa dos interesses de seus associados desde os primeiros atos relacionados à Covid-19, emanados pelo Poder Público Municipal, bem como o faz através da Federasul e da FCDL junto ao Governo Estadual e por meio da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil e Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas junto ao Governo Federal.

 

2.            Em relação às medidas adotadas pelo Prefeito Municipal de Alegrete, a Entidade informa que não assinou nenhum acordo, tampouco teve a oportunidade de participar das decisões tomadas em relação ao fechamento do comércio, sendo que, quando assinalado pelo Executivo sobre a determinação de encerramento das atividades comerciais, requereu que tal decisão fosse reavaliada quanto ao seu período, de modo a minimizar as perdas e assegurar o equilíbrio.

 

3.            Nossa entidade defende que as autoridades, mesmo tomando as medidas profiláticas necessárias de proteção à pandemia, devam facultar aos empresários do comércio lojista e aos profissionais autônomos e prestadores de serviços, a possibilidade de atenderem ao público de forma ordenada, dentro das orientações da OMS – Organização Mundial da Saúde, de maneira a evitar a contaminação, mas garantir a diminuição de danos à economia.

 

4.            Precisamos manter a cautela em relação às medidas sanitárias, mas é fundamental que as autoridades, especialmente de nosso Município, busquem as entidades representativas para que suas decisões não resultem no aumento do desemprego e da falência de empresas que dependem do movimento de suas atividades, tanto para garantir sua subsistência, como para assegurar o trabalho de milhares de alegretenses.

 

5.            Nossa posição é em defesa de um regramento inteligente por parte do Município de Alegrete, com ordens que evitem aglomeração de pessoas, mas permita a elas o acesso a empresas de varejo e prestadores de serviço, de maneira que os atos coercitivos sejam estabelecidos, não contra quem está desenvolvendo sua atividade fim, mas contra aqueles que descumprem as ordens de prevenção, como limitação de pessoas dentro do estabelecimento; distanciamento em filas; disponibilidade de álcool e outros mecanismos de desinfecção em suas dependências, ventilação e outros atos que se entendam necessários para evitar a transmissão comunitária do vírus.

 

6.            O CEA também informa que mesmo atendendo as ordens da portaria municipal que restringe as atividades de empresas e entidades, mantém suas atividades como: certificação digital, o que se constitui em atividade essencial, evitando que as empresas encerrem definitivamente suas atividades; compra de passagens com descontos para os associados via contato celular; disponibilização de mais de vinte cursos online gratuitos para associados e seus colaboradores; planos de saúde Vida Card e Unimed; pacotes especiais junto ao Sicredi para associados e sua diretoria e colaboradores permanecem efetivamente desenvolvendo suas atividades através dos meios tecnológicos existentes, para garantir o atendimento a demandas que se apresentem.

 

7.            O CEA é uma entidade criada com a finalidade de agregar a classe empreendedora do Município e seus diretores estão empenhados na busca de atender aos anseios de seus associados.

 

8.            O CEA repudia as falsas manifestações de que haveria qualquer tipo de “acordo” com o Poder Público, eis que isso somente poderia ocorrer com a anuência de seu quadro social por meio das determinações estatutárias da entidade. Tais manifestações irresponsáveis são comumente feitas por pessoas desinformadas, que não participam do dia-a-dia e tampouco conhecem a histórica e honrada luta do empresariado local para o desenvolvimento de nosso Município e que agora, de forma oportunista e inconsequente tenta por meio de fake news e de postagens que não condizem com os fatos reais, responsabilizando a entidade por atos que efetivamente só podem ser tomados pela autoridade pública, ou seja, pelo Chefe do Executivo Municipal.

 

Por todas as alegações aqui citadas, o CEA reitera seu compromisso de continuar atuando incessantemente na defesa de seus associados e da comunidade alegretense.

Nosso Município não pode parar.

 Alegrete-RS, 27 de março de 2020.

 

                                                                               FRANCISCO CESAR DO PRADO PEDROSO

                                                                                              PRESIDENTE DO CEA